segunda-feira, 25 de julho de 2016

Livro nascendo: abortar ou deixar viver?





DIÁRIO 
DE 
UMA 
ALMA 
CONDENADA















By Valentim





 

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/27/William_Bouguereau_-_Dante_and_Virgile_-_Google_Art_Project_2.jpg




““ Esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança com a realidade ocorre em função do fato de que a ficção pode ser uma voz... E também, toda ficção é produzida num tempo, num espaço social construído pelo ser humano, para o ser humano, e, toda obra carrega a influência desta temporal construção humana! ””








“A ficção pode ser uma voz! E, não deve ser calada!”

Oseias Faustino Valentim


Apresentação:


Apresentar? Falar sobre? Dizer algo?
As palavras me parecem poderosas, e são poderosas, em alguns momentos. Palavras: inventadas, transmitidas, mistificadas, ensinadas - são as bases das ideias, que são as bases de nações e civilizações... Ou seriam as ideias: inventadas, transmitidas, mistificadas, ensinadas que são as bases das palavras? Complexa relação não é mesmo?
E, em outros momentos, são também – as palavras: poucas, limitadas, erradas e errôneas. Diante da complexidade, da realidade e da existência, as palavras, assim como, as ideias, pensamentos, não conseguem dar conta, alcançar o real...
Eis um livro... Um romance? Uma história de vida e pós-vida... De morte? De azar e de sorte? Um trabalho penso eu... Sim! Ficcional. Neste turbilhão de mudanças e movimentos que é o tempo... A realidade humana... O existir humano... A vivência!
Bem, mesmo tendo e sentindo esta incapacidade de apresentar esta, ainda quase, não concebida obra, não realizada, não feita, iniciada inacabada (porém muito pensada)... Apresento: “DIÁRIO DE UMA ALMA CONDENADA” é a busca, desesperada, intrigante, gritante, sentida e vivida busca por respostas. Respostas, até mesmo, pelo inacessível acesso das respostas! Uma odisséia da mente, do espírito livre, ou, ansiando ser livre... Afinal: o que é a liberdade?
Em uma situação imutável e desgraçadamente condenada, sem direito nem mesmo ao diálogo com seu Juiz Justo e Todo Poderoso, um ser emocional e racional, uma alma consciência, cria um “amigo”, seu diário imaginativo / mental, e se lança numa audaciosa e inédita crítica... Crítica de tudo, do todo, do sofrer absurdo, da loucura, da desesperança, do oco no ser, do vazio existencial, do tempo, do seu tempo, sua época, outras épocas, e, do total abandono... De o seu subjetivo sofrer! Esta crítica em si impulsiona esta alma condenada, a leva a ações, que a levam a sofrer e a exercer mudanças. Colocando-se, subjetivamente, não como autora de seu destino, ré absoluta, única responsável por si mesma, como prega o blefe dogmático teológico do livre arbítrio, mas, tenta montar a teia da vida e do existir que a levaram para este estado ou situação, o total sofrimento e a condenação.
DIÁRIO DE UMA ALMA CONDENADA” é para qualquer alma, humana consciência, refletir, criticar, onde quer que esteja, o seu viver, o existir, o sentir. Refletir sobre o sofrimento traz sofrimento? Não refletir o evitará? Vivemos na “Caverna” como escreveu Platão, ou, na “mentalidade de rebanho” como citou Nietzsche? Criticar o incriticável é relevante e absolutamente necessário! Eis o espírito de nossa época, eis o cérebro, a mente no nosso tempo, o pós-moderno! O TEMPO DO SINCERO GRITO CRÍTICO!











CAPITULO 1
PARTE 1


EU, ESTE LUGAR ONDE ESTOU E O DIÁRIO...


Eu!
Adam Denker, este é o meu nome, espere, era... Sim era! Tenho dezoito anos, não, não, eu tinha... Sou Luterano, isto é, era... Vou iniciar, estou iniciando, do final, meu FINAL, meu amaldiçoado, decrépito e desgraçado amigo confidente Diário... Testemunha cega e muda deste lugar. Este lugar, quais palavras usar? Pensando... Pensando... Só as clássicas que estão impregnadas na minha mente vou citar: lugar da condenação eterna, pranto e ranger de dentes, trevas exteriores, danação eterna, cadeias da escuridão, chamas que nunca se apagam, o abismo... O Meu Fim! O Inferno! Sim! Diário de uma alma condenada está no inferno... Este oceano de seres queimando em existência viva, urros, gritos, gemidos, gargalhadas perturbadas quentes. Uma atmosfera nebulosa pesada louca densa e fétida... Meu nome aqui: Alma Condenada!
O que não existe aqui? Crianças! Sim, para estes seres que me lembro sorrindo na minha anterior vida, não há espaço neste lugar, pelo menos nesta escolha, o criador desta aberração em forma de imensurável prisão apresentou cuidado. O que existe aqui? Ou, que tipo de seres? Bem, a maioria não compreende, sofre e não entende... Outros são como pertencentes a este lugar, podem até chamar de lar... Deus não esta aqui! Não pode estar aqui! Mas, é onipresente? Não entendo! Como pode um ser de amor, que tudo sabe, planejar e construir este lugar? Diário, sei que não responderás, sei que é um produto do que minha mente projeta, mas é tudo que tenho, meu ser e você Diário neste lugar de contínua e profunda depressão, desespero e lamento!
Meu último dia na Terra? Meu último dia de vida? Está em mim, inscrito em mim com brasas, com gelo, com um frio que tudo congela, uma memória que afunda e emerge, um lampejo de sofrimento, aguda dor, minha última respiração na vida antes de vir para cá... Talvez, esta lembrança em si já seja parte de minha tortura? Eis outra palavra que é rainha aqui! Tortura! Não há água, mas, há secura na boca e garganta, não uma secura como antes, mas um queimar contínuo de um consumir que não consome... Não há comida, mas há fome! Uma fome que não é como a fome natural, é algo como um esvaziamento, uma fraqueza absurdamente sofrida, uma febre altíssima com um mal estar que não consigo explicar... A boca parece sempre estar cheia de limalhas de ferro enferrujadas, olhos cheios de areias, narinas próximas do fogo, no fogo mesmo, queimando, mas não queimam...
Outra coisa... Aqui, de tudo que escuto, dos gritos, das blasfêmias, das conversar loucas das almas condenadas, sei que, a maioria, é jovem, ou, eram jovens quando vieram para cá... De tantos lugares, de tantas línguas, tantas culturas e modos de vida, crenças, religiões, famílias... Almas e mais almas neste sofrimento sem fim! Mortes de todos os tipos: em guerras, fome, por fogo, acidentes, afogamentos, dormindo, estupro seguido de morte, assassinatos por qualquer motivo, envenenamentos, doenças, sacrifícios em rituais... Caem aqui, como eu vim, estas almas vieram... E continuam vindo! Tantas, incontáveis, num movimento louco e amotinado, são um torturar para mim só em ver elas chegarem... Caem num grito contínuo de desespero... Caem! Caem! E aqui ficam... Agrupam-se com as outras que aqui estão e somam, engrossam este mar, um oceano de almas condenadas desgraçadas e atormentadas...
Quanto tempo está aqui? Quanto tempo existe este lugar? Para sempre assim ficará e continuará? Mas qual o propósito deste sofrimento aberrante infindo? Ser lançado no Lago de Fogo e Enxofre para... Continuar o tormento? Não entendo... E, eu, quanto tempo estou aqui? Uma alma gritou que os seres humanos chegaram na lua Diário... Outra falou, que a nação responsável pelo fim de minha vida e de meus companheiros, não existe mais? E, ainda, que há agora uma nação de judeus, sim Israel! Então, onde nasci, onde vivi e segui o exército na guerra justa pelos nossos ideais? Perdemos? Mas, éramos o exército de Deus... Não entendo! Para mim era tudo perfeito! Eu cantava na igreja os hinos, o louvor... Eu lia Bíblia, li Lutero, li, o livro do Cogumelo Venenoso, li, Minha Luta... Li, dos Judeus e Suas Mentiras... Li, sabia, lia...
Há quanto tempo estou aqui? Por tudo que falam, a mais de meio século acredito... Mais de cinqüenta anos, neste lugar, esta alma, e ainda louco não estão, eu e alguns... Ou eu estou?






CAPITULO 1
PARTE 2


ÚLTIMO DIA LÁ NA TERRA PRIMEITO DIA NO INFERNO!




            A vida é demasiadamente curta! Curta... A minha vida foi breve: dezoito anos do nascimento até o último dia! Último dia... Á! Á! Á! Á! Á Diário... Controlar-me... Controlar-me...  Breve vida, rápida vida... Um sopro! Uma família grande, todos morando próximos, correr nos campos, correr, comer as batatas, comer, beber a água fresca, beber... Chuva no rosto, bola de neve, família, mãe, minha mãe, meu pai... Mas, a guerra, já tinha levado vários. Igreja, luto, pobreza, humilhação da nação... Então, uma pregação forte e ávida, uma certeza, uma justa certeza, uma lógica, um caminho a ser trilhado que mudaria não só a minha pátria, mas o mundo, a humanidade... Em meu uniforme estava escrito “DEUS ESTÁ CONOSCO...” Não havia dúvidas! Era o Terceiro Reich! Marchamos sim. Até a morte. Até o Inferno! Aqui!
Um homem, um nome, um líder... Adolf Hitler! Seus discursos ecoam ainda! Diário! Suas palavras, seus gestos, seu uniforme impecável, a marcha de todo o povo organizado pelos ideais do partido, a reconstrução do orgulho, as armas... A JUVENTUDE... Tudo... Sabíamos quem eram nossos inimigos, sim, sabíamos! A guerra, a guerra: buscamos, promovemos, trabalhamos...
Mas, uma pedra, uma rocha, uma montanha chamada Stalingrado, eis a cidade de meu último dia... Rio Volga, um rio, que virou testemunha, de uma batalha, de um tormento de morte e luta, que penso jamais ter ocorrido no mundo, no meu mundo digo... Meu mundo anterior...
Rio, rio maldito... Amaldiçôo-te Volga... O que estou gritando Diário? Sou eu o amaldiçoado! Último dia... Último dia... Depois de uma infância com meu pai e minha mãe, nos campos verdes, nas plantações, na escola, na igreja luterana, no exército... Último dia, nítido, agora, aqui... Vida curta! Vida frágil... Morte que não é morte! Vida que não é vida!
Infinda Guerra! Gigante batalha, naquela cidade longe da minha casa, de meu país... Longe... Longe e sofrendo, lutando num lugar desconhecido, contra tantos soldados que nem sei explicar de onde surgiram... Eu, sofrendo de frio, próximo do rio, abatido, ferido... Bombas, tiros, gritos, barulhos ensurdecedores... Horrores! Fome, frio, angustia... Luta e mais luta, cada dia, cada noite, luta, combate, morte... Pedaços de gente! Diário, depois que vemos pedaços de gente ainda quentes, uns queimados, outros escorrendo sangue, vermelhos vívidos, não esquecemos, nos sonhos eles apareciam para mim, acordado parece que enxergava... Mas, era pela Alemanha! Pelo povo! Pela nação germânica! Pelo nosso líder!
Lutero estava errado? Adolf Hitler estava errado? A Guerra foi errada? Á! Á! Diário! Mas: “DEUS ESTÁ CONOSCO!” ESTÁ! ESTÁ! ESTÁ! Não? Não...
Tudo errado! Tudo! Perdemos... Miseravelmente perdemos!
Mas, além de tudo isto, o dia, o último... Tiro no ombro, dor lancinante, profunda...
Tiro no joelho, dor aumentando...
Tiro nos tornozelos, chutes, cuspes, zombaria... Inimigos por todos os lados, companheiros, soldados, amigos mortos, mutilados, retorcendo-se no solo frio e úmido... Equipamentos em pedaços e incendiados... Fome, sem saber quando se alimentar...
MÃE! PAI! MÃE! PAI... NÃO! NÃO! NÃO!
Um chute no rosto... Outro chute... Dentes quebrados! Dor... Frio! Mais frio!
Água gelada no rosto, mais água gelada, mais gelo no rosto! Tapas na face, sangue...
Sangue jorrando! Puxões nos cabelos apertam o nariz, golpeiam...
Cospem...
Falam palavras, zombarias em seu idioma eu penso...
O que estão falando? O que vão fazer? Ódio, puro ódio, é, sou humano para eles?
Sou o inimigo! O que deve ser torturado, preso, morto, vencido...
Último dia, dia terrível, primeiro dia, dia terrível...
Último dia: baleado, sangrando, perdido, coração acelerado, dentes, meus dentes...
Mãe! Mãe! Pai! Pai! Deus! Deus! Adolf Hitler... SALVE HITLER! Ó minha pátria!
Um chute forte, caído, viram-me no chão gélido empurrando com os coturnos, tremo sem parar, dor, dor... Imobilizado, ossos quebrados, falo confusamente, eles olham friamente... Uma perna e um braço não se movem mais... SALVE HITLER! SALVE HITLER! DEUS ESTÁ COMIGO! DEUS ESTÁ COMIGO! DEUS... DEUS...
Tiram minha roupa! PAREM! PAREM! FRIO! FRIO! NÃO! NÃO! EU SOU GENTE... Sou a melhoria do humano, a juventude, a riqueza alemã...
Loucos, bastardos, porcos raivosos, seres inferiores, não arianos... SALVE HITLER!
Não consigo mais falar, pedaços de dentes na boca cortam, dor e mais dor...
Um brutal animal deita-se sobre meu corpo mesmo naquele estado... Violência sem limites, abuso, não há perdão, não há clemência, sem misericórdia, violação do corpo, mais golpes, enquanto a sevícia acontece, golpes, zombarias, gargalhadas... Quero a morte! Morte... Outro animal, outro, outro... Penetram, não há pudor, só dor e abuso... Dor e mais dor! Tento descrever o indescritível Diário!
Ali, exausto, calafrios terríveis, dezoito anos na Terra, no mundo de guerra, e está chegando o fim... Fim atormentador... Cheio de coitos de homens porcos... De salivas  de bocas ofensivas e blasfemadoras... Respiração: agonias barulhentas e cada vez mais ofegantes, forçadas. Frio aumenta, tremor que chega a gerar sons do corpo trepidando nas pedras fétidas de morte do calçamento... Não existe saída! Só a morte... Será o fim... Venha fim! O tempo parou? O fim não virá? Fim... Fim do último dia!
Primeiro dia, despencar, acordado, despencar... Onde está o frio? Consigo me mover... Mas, caio, caio, mão no peito... Meu coração? Não bate! NÃO! NÃO! Continuo a cair, cair... Que desespero! Não sei onde estou nem para onde vou... Morri! Continuo cair...
Calor, calor, mais calor... Estou queimando vivo... Dor, mais dor, mas não mudo...
Queimo não queimando... Que fedor horrível... Quantos gritos. Começo a gritar e escuto mais e mais gritos... Outros como eu caindo, todos gritando, todos ressequidos, cor de carne viva, olhos profundos, melancólicos, semblantes de desespero... O fim não é o fim!
Primeiro dia do novo começo: não sei como expressar, todo sentimento ainda carrego, toda memória, todo sofrer. E agora, aqui chegando, caindo neste lugar, soma-se mais. Um sentir diferente, não era o fim... Ainda, tudo está como antes... Minha mente atordoada, mas vejo, vejo tudo... É um mundo sem sol! Um firmamento nebuloso cheio de pontinhos que vão crescendo e vemos ao longe que são mais gentes caindo... Os gritos não param... No solo ou chão se é que se pode falar isso, amontoam-se, debatem-se, eu junto...
Mundo avermelhado cor de carne... Névoas densas, névoas fétidas, névoas de morte!
Lugar horrível, prisão eterna, condenação, danação, afastamento da vida... Sem esperança! Não há alívio! O que esperar aqui? Tormento sobre tormento... Eternidade sem sentido... Como pode existir um lugar assim? E aqui estou! Grupos desesperadamente, loucos, grupos de seres como eu se apegam uns nos outros, debatem-se atordoados de uma dor que não passa... Qual o sentido de tudo isto aqui? Como inventar algo assim? Perguntas, perguntas que não terminam... Tempo que não passa... Sofrer contínuo...


CAPITULO 2



ALGUÉM FALA COMIGO? 

[Continuar escrevendo ou não?]

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Rio De Janeiro...


Rio De Janeiro...



https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/94/Montagem_RJ.jpg


Rio De Janeiro...
Ria de janeiro...
Rinha de janeiro...
Rio de tiros!
Rio de sangue!
Rio de poluição!
Rio de belezas...
Rio de naturezas...
Rio de incertezas...
Rio de lágrimas!
Rio de vítimas!
Rio de torpezas!
Rio de mazelas...
Rio de desumanidades...
Rio de favelas...
Rio de estupros!
Rio de calamidades!
Rio de desigualdades!
Rio de falta de tantas coisas...
Rio de desumanidades...
Rio que corre em tempestades...
Rio que escorre!
Rio imenso aonde vai desaguar?
Em que futuro irá parar?
Em pouco tempo saberemos...
Rio De Janeiro: rio do engano, rio do rebolado, morte para a beleza na selva dos coitados...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

AMIGO

AMIGO!

Amigo é: semente plantada em terra boa... Adubada! Generosa! Fértil!
Amigo ajuda, sente, dá força, tem saudade...
Á terra farta que nutre!
Terra preta!
Terra chamada amizade!

Amigo é preciso ter...
E, se ter, sempre!
Amigo não precisa ser para sempre...
Pois nada para sempre se pode ter! Vamos morrer!

Amigo chora junto!
Ri junto!
É sincero!
Pode fazer de uma briga um bolero!

Escrito está, que um homem foi chamado, amigo de Deus!
Deus era amigo seu?
Pode ser. Mas, Deus é um amigo diferente. Não entendo como:
Pois Deus não é gente!

O amigo diferente mandou matar o filho do amigo gente?
Mas, não matou, era só para provar a amizade?
E depois ordenou: corte um pedaço do seu, e do menino, dos outros?
De todos um pedacinho cortar, sim, da parte de urinar!

Amigo diferente!
Muito diferente?
Amigo que não é gente...
A gente ama o filho da gente! Será que Deus ficou contente?

Entender, não se entende!
Isso é coisa de fé!
Coisa que nem parece ser de gente!
Mas, de gente é!

Amizade é diferente:
Não precisa ter fé em nada!
Só viver e compartilhar...
Ser sincero e ajudar!

Amigo? Não precisa se ajoelhar! Amigo! Sempre, o melhor...

Amizade: um bem presente, e humanamente, maior!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Héctor Babenco: homenagem

Homenagem ao cineasta argentino naturalizado brasileiro falecido recentemente: 


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/35/Hector_Babenco.jpg













Babenco mostrou, contou, apresentou, revelou o Brasil real! O Brasil bandido, mas o bandidismo excluído, paupérrimo, miserável, desgraçado socialmente... Babenco, isto é, suas obras, cruas e absolutamente dramáticas e humanas, apontam para a construção de um cinema brasileiro voltado ao real, ao social, não mais, a putaria sem sentido de outras produções...

Recortes congelados do "TEMPO"...


Recortes congelados do "TEMPO"...


Mas o que é o TEMPO? 
Este fluir contante.  Constante. Inclemente. Poderoso... 
Esta passagem contínua. Esta mudança inexorável. Este início que não podemos definir quando. Este fim que não sabemos mensurar. Tudo assim em mudança: transformação, vir a ser e deixar de ser...



Shanghai in 1990 vs 2010.


Apollo 1 crew practicing a water exit in a swimming pool at the Ellington Air Force Base, Texas, 1966.


Steve Jobs and Bill Gates.


600 year old astronomical clock in Prague, Czech Republic.


30 years ago he spoke into his watch and owned a driverless car. He was a true tech pioneer.


Al Hendrix with his 3-year-old son, Jimi Hendrix, 1945.


The Manhattan Project ''Calutron Girls'', 1944..


Niagara Falls frozen over, 1883.


Man selling mummies in Egypt, 1875. Photograph by Félix Bonfils.


Menu for third class passengers in the titanic.


Star Wars Return of the Jedi, 1983.

Photo published for You Probably Didn't Know That These Companies Had Ties To Nazi Germany

You Probably Didn't Know That These Companies Had Ties To Nazi Germany


Robin Williams street performing in New York City, 1979.


Opening ceremony at Woodstock with Swami Satchidananda giving the opening speech, 1969. Photo by Mark Goff.


Steven Spielberg examining a scale model on the set of 'Raiders of the Lost Ark,' 1980.


9th Armored Division technician with a little French girl just after the Battle of the Bulge, 1945.


Dinosaurs are transported on the Hudson River to the 1964 World’s Fair.


Evolution of movie studio logos


Arnold Schwarzenegger on a bike, 1970s.


The Forever 27 Club


The skeletal remains of a Roman-era couple that have been holding hands for 1,500 years.


Baby Leonardo DiCaprio with his Mum and Dad, 1976.


Release of Windows 95.


This week in a single photograph


"Anti-Soviet warrior puts his army on the road for peace". Article from The Independent about Osama Bin Laden. 1993.


Three women guilty of Witchcraft, 1922, China


The evolution of the Coca Cola bottle


How graphics have evolved from 1997 to 2015. Amazing


The Outsiders, 1983


Muhammad Ali with his winnings in 1964.


Adolf Hitler surrounded by adoring Austrian women and girls, 1939. Photograph by Hugo Jaeger.


“The secret of success is making your vocation your vacation.” - Mark Twain.


Graves of a Catholic woman & her Protestant husband, who were not allowed to be buried together. Roermond, NL, 1888.


SNL Original Cast, 1975.


Tank landing ships, with barrage balloons afloat, unloading supplies on Omaha for the invasion of Normandy, 1944.


The Shining, 1980.


Chernobyl then and now.


Afghan women in short skirts and high heels, Kabul, 1978.


Times Square, 1909.


A canal being drained and cleaned in Venice, Italy, 1956.


Jackie Chan, 1980.


Separated by a barbed wire fence, two west German girls chat with their grandparents on the eastern side, 1961.


Workers on rickety scaffolding during the restoration of Notre Dame, Paris, 1952.


Johnny Depp during high school.


US soldier cradles a wounded Japanese boy in a cockpit during the Battle of Saipan, 1944. Photo by Peter Stackpole.


Anne Frank sunbathes on her roof, 1939.


15 year old Joey Ramone, circa mid 1960s.



I love you more today than yesterday...


FONTE: Imagens - https://twitter.com/HistoricalPics/media