sexta-feira, 3 de julho de 2015

Nietzsche e o Defeito hereditário dos filósofos

Defeito hereditário dos filósofos. 


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1d/Portrait_of_Friedrich_Nietzsche.jpg





— Todos os filósofos têm em comum o defeito de partir do homem atual e acreditar que, analisando-o, alcançam seu objetivo. Involuntariamente imaginam "o homem" como uma aeterna veritas [verdade eterna], como uma constante em todo o redemoinho, uma medida segura das coisas. Mas tudo o que o filósofo declara sobre o homem, no fundo, não passa de testemunho sobre o homem de um espaço de tempo bem limitado. Falta de sentido histórico é o defeito hereditário de todos os filósofos; inadvertidamente, muitos chegam a tomar a configuração mais recente do homem, tal como surgiu sob a pressão de certas religiões e mesmo de certos eventos políticos, como a forma fixa de que se deve partir. Não querem aprender que o homem veio a ser, e que mesmo a faculdade de cognição veio a ser; enquanto alguns deles querem inclusive que o mundo inteiro seja tecido e derivado dessa faculdade de cognição. — Mas tudo o que é essencial na evolução humana se realizou em tempos primitivos, antes desses quatro mil anos que conhecemos aproximadamente; nestes o homem já não deve ter se alterado muito. O filósofo, porém, vê "instintos"3 no homem atual e supõe que estejam entre os fatos inalteráveis do homem, e que possam então fornecer uma chave para a compreensão do mundo em geral: toda a teleologia se baseia no fato de se tratar o homem dos últimos quatro milênios como um ser eterno, para o qual se dirigem naturalmente todas as coisas do mundo, desde o seu início. Mas tudo veio a ser; não existem fatos eternos: assim como não existem verdades absolutas. — Portanto, o filosofar histórico é doravante necessário, e com ele a virtude da modéstia.


fonte: Friedrich Wilhelm Nietzsche: Humano Demasiadamente Humano - Companhia de bolço.  2005.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

NÓS...

SER COMO SOMOS?








Num dia!
Sendo ajudada por minha querida tia...
Na escada que na casa da minha mãe e meu pai ela descia!
Minha avó descia!

E, no peso de sua avançada idade...
De tanto labutar!
Sofrer!
Uma frase de arrepiar começou a falar:

“Não queria envelhecer, não queria morrer e não queria ter me casado!”

Mas, envelhecemos!
Ser como somos?
Passamos!
Mudamos!

Essa frase é como um martelar em mim!
Semelhante ao martelo de Nietzsche! Ação de martelar... Filosofia do Martelo!
Esse desabafo sincero e exteriorizado...
Que me forçou e força a estudar!

O envelhecer..
O ir..
O partir...
O corpo mudar...

Descobri que o envelhecer já está em nós ao nascer!
Ou, até antes: manuscrito vivo!
Paradoxo natural?
Sim, se não envelhecermos, não somos como somos!
Não existe um ser humano que não envelheça!
Se existir: não é humano!

Num futuro paraíso pós-morte...
Existindo...
Existido...
Insistido... Ensinado e pregado...

Que aparência terá o humano?
Sem envelhecer!
Sem ser criança!
Sem dormir!
Sem ficar doente!
Sem sexo!
Sem ser homem ou mulher?
Sem mudar?
Vai ter um cérebro para memorizar?
Um sistema digestivo?
Perdoem! Perduram meus questionamentos...

Ser humano nesse, esse, no paraíso...
Ali quem está, estará, não é humano mais!
Aqui envelhecemos!
Somos e seremos...

Concebidos, que conceberão... Gerados, crianças, jovens, adultos e velhos...

Sempre a mudar!










terça-feira, 30 de junho de 2015

Exemplo de um homem que toca ali bem perto a perfeição: Johann Sebastian Bach


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6a/Johann_Sebastian_Bach.jpg










Escutar esta obra prima é como sentir a própria transcendência que o ser humano conseguiu em relação a natureza...