terça-feira, 28 de outubro de 2014

PINTURAS RUPESTRES...





PINTURAS RUPESTRES...



http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/f4/SantaCruz-CuevaManos-P2210651b.jpg





Arte...
Ó Arte!
Será que só pode existir Arte...
Quando é realizada por mestres?

Arte...
Ó Arte!
Será que só é Arte...
Quando o grande capital fala que é?

Arte...
Ó Arte!
Enganados estão...
Os que pensam e pregam que em ti, na História, há evolução!

Arte...
Ó Arte!
Grandes museus, endinheirados excêntricos arrogantes...
São eles os teus donos, ó Arte?

O que é Arte?
Nada ligado ao preço!
Nada ligado ao mercado!
Nada ligado ao fabricado!

Arte, entre tantos conceitos...
Será uma soma?
Soma de tantas coisas...
Todas humanas?

Arte:

Expressar!
Comunicar!
Buscar!
Interconectar!
Criticar!
Mostrar!
Protestar!
Excitar!
Provocar!
Politizar!
Apaixonar!
Desmistificar!

E, entre tantos exemplos...
Cito a pintura rupestre...
Antiga, anterior, fundadora!
Pintura rupestre: em vivência a convivência expressar!

Em vários lugares do mundo...
Tantos materiais...
Tanto empenho...
Registro do primórdio!

Antes até das instituições!
Antes de vários “ismos” existirem!
Antes dos estádios, pirâmides e catedrais!
Antes das fotografias, do cinema, da escrita!

Arte rupestre:
Eis ali o vivido!
Eis um pulsar de expressão!
Eis o humano em transcendente transformação...

Do animal ao humano racional!
Do instinto violento ao sentir reflexivo!
Do somente observar ao imaginar e comunicar!

Do movimento brusco e forte ao berço da escrita e da civilização!



http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/5d/Bhimbetka_Cave_Paintings.jpg

domingo, 26 de outubro de 2014

Umas palavras de KIRKEGAARD!



KIRKEGAARD


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/89/Kierkegaard.jpg


      "Certo pensador eleva uma construção imensa, um sistema, um sistema universal que abraça toda a existência e história do mundo, etc., - mas se alguém atentar na sua vida privada, descobre com pasmo este enorme ridículo: que ele próprio não habita esse vasto palácio de elevadas abóbadas, mas um barracão lateral, uma pocilga, na melhor das hipóteses o quartinho do porteiro! E zanga-se se alguém ousa uma palavra para lhe fazer notar essa contradição. Pouco lhe importa viver no erro, conquanto que construa o seu sistema... ajudado por esse erro. (KIRKEGAARD, 2007, p. 45)."

KIRGKEGAARD, Sören. O desespero humano. Tradução Alex Marin. São Paulo: Martin Claret, 2007.

sábado, 25 de outubro de 2014

NÃO PENSAR, NÃO FALAR, NÃO ESCREVER?

NÃO PENSAR, NÃO FALAR, NÃO ESCREVER?


 
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/07/Ernst_Mach_Inner_perspective.jpg


É estranha esta sensação!
De saber, de sentir, de pensar, de refletir sem parar!
Mas, afinal, como conceituar a consciência? Conjunto: razão e emoção?
É estranha a ideia: esvaziar a mente! Casa, lugar, lar, é onde há um fluxo de pensar...

Aqui dentro! Atrás de meus olhos! Único ser: construção genética e social!
Expressando continuamente!
Como este cérebro funciona? Contínua e transcendente é esta espécie animal?
Conjunto de conjuntos, processos de processos: uma mente!

Ó desejo de saber!
Ó amor pelo conhecer!
Ó paixão pelo aprender!
Ó grito interior, desespero de querer...

Não pensar, não falar, não escrever?

Blefe dos que pregam estas negativas!
Maliciosas!
Maldosas!
Malfazejas!
Dogmáticas negativas!

Podres, pobres, destrutivas!
Deve ser sempre:
Pensar! Falar! Escrever...
Para melhor amar o conhecer!


O viver e o conviver!