quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Humanos Para Sempre...


Humanos Para Sempre...


Humanos somos... Somos humanos...
Todos! Sim todos: santos, ditadores, inteligentes, réprobos, inconsequentes, gênios, doentes...
Desde quando?
Há uma data?
Um tempo?
Uma época para catalogar e afirmar: "eis o dia!"; "eis o início!" - o jardim do Éden?
Muitas vezes calendários são apostasias para o imensurável Tempo...
Sem as migrações humanas os humanos não seriam como são!
Sem as andanças, as buscas, as transformações de pensamentos não haveria a humanidade como ela é!
As imaginações, as ações, as crenças, os ser que transforma-se ao transformar!
O criador criatura! A criatura criadora!
Síntese complexa espiritual e material...
Múltiplas células em imensuráveis combinações e processos...
Fluxo de pensar e sentir vivo!
Máquina de sobreviver pelo sentido que ele mesmo cria?
Desde o início o humano, caminha humano, muda humano... Peculiar ser! Ser peculiar...
Quando terminará? Terminará ou mudará? Evoluirá?
Quando cessará os sorrisos?
Quando acabará as lágrimas?
Quando as paixões serão findas?
Quando o amor será esquecido?
Quando os passos bípedes do "quase anjo - quase macaco - quase demônio" chegarão ao ocaso da existência? Permanência ou Impermanência?
Quando?
E tudo que foi inventado?
E tudo que foi guerreado?
E tudo que foi vivido?
E tudo que foi aprendido?
E... Tudo sofrido! Tramado! Orquestrado! Pensado...
Caminhará a humanidade para a inexistência?
Caminha a humanidade para um paraíso e para um inferno aonde os bons e os malignos desavisados amargarão um sofrimento infindo ou uma felicidade incalculável?
Mas eis o despertar do senso humano...
Somo humanos...
Somos mortais...
Somos findos...
Vivemos na humanidade, por ela e nela...
Bilhões nasceram, bilhões vivem, bilhões já morreram...
Conhecimento construído...
Culturas milenares...
Saberes arcaicos e pós modernos...
Todo conteúdo da grande rede mundial de computadores!
Todos os museus, bibliotecas e universidades do mundo!
Todos os templos de todas as crenças!
Todos os hospitais!
Todas as empresas, fábricas, lojas, escolas...
Todos os castelos, catedrais, piramides e casas...
Toda obra humana cessará?
Humanos para sempre seremos?
Extinção ou migração?
Melhoramentos, mudanças, adaptações? 
Para onde caminhamos?
Humanos para sempre...
Eis nosso andar... Por enquanto!  

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Coisas Da Mente... Universo Humano Subjetivo... Interconexão contínua no espaço tempo... Real imaginário constitutivo... Peculiaridade... Única e coletiva... Mente...


Coisas Da Mente...
Universo Humano Subjetivo...
 Interconexão contínua no espaço tempo... 
Real imaginário constitutivo... 
Peculiaridade... 
Única e coletiva... 
Mente...




























Da mente, coisas, que se pode, pensar?
Coisas Da Mente...
O que é esta coisa chamada mente? Quantas coisas citar e enumerar? Extraordinariamente contar?
Coisas Da Mente...
Só a própria mente, pode, explicar? Perquirir, pesquisar, responder, solucionar?
Coisas Da Mente...
Cada mente, é única, em cada tempo, e, em cada lugar? Em fluxo de mudança: sempre pensar... Subjetividade humana, peculiar?
Coisas Da Mente...
Reunião de mentes! Sociedade! Cultura! Criar...
As pinturas rupestres, as esculturas, as culturas, as línguas...
Coisas Da Mente...
As imaginações, os mitos, os cânticos, as lendas, as fábulas... Os fetiches... As taras... Os sonhos molhados... Desorganizados...
Coisas Da Mente...
As superstições, as crenças, as estorias...
Coisas Da Mente...
As guerras, os poderes, a Filosofia...
Coisas Da Mente...
As invenções, os tratados, os sistemas de escrita, os calendários...
Coisas Da Mente...
Correntes de pensar? Ciências... Artes... 
Tantas coisas tuas ó mente...
Humano o que "é" tu sem a mente? 
Como separar a humanidade da mente?
Como conceber o advento da civilização sem a mente, sem as mentes?
O advento das religiões?
A utilização do fogo?
A agricultura?
O ser como somos ou como pensamos que somos?
Como pensar (com a mente logicamente) os templos religiosos, os planetários, os zoológicos, os hospitais, as ocas indígenas, os iglus?
E eu? E você?
Estaria você agora lendo sem a mente?
Escreveria eu algo sem a minha mente?
Mente, mente...
Universo interno que interage constantemente com o que há externamente ao ente...
Coisas Da Mente...
Coisas Da Mente...
Coisas Da Mente...
Mente das coisas?
Mente das coisas?
Mente das coisas?

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Fotos históricas colorizadas com utilização de Arte e tecnologia por Marina Amaral.


Fotos históricas colorizadas com utilização de Arte e tecnologia por Marina Amaral.

Uma brasileira que une Arte, tecnologia, História... Um trabalho admirável e que desperta tanto a busca do conhecimento do passado como o "sentir" que ele representa em cada olhar, cada paisagem, cada "recorte" do real...

fonte imagens e texto: http://www.marinamaral.com/blog-2/



"Wilhelm Hosenfeld nasceu em uma aldeia em Hessen, na Alemanha, em 1895. Sua família era católica e ele cresceu em um ambiente patriótico alemão piedoso e conservador. Depois de servir como soldado na Primeira Guerra Mundial, ele se tornou um professor, e lecionou em uma escola local. No momento em que a Segunda Guerra Mundial eclodiu, Hosenfeld era casado e tinha cinco filhos. No final de agosto de 1939, uma semana antes do ataque alemão à Polônia, 43-year-old Hosenfeld foi convocado para a Wehrmacht (Exército alemão). Ele estava estacionado na Polônia, pela primeira vez em Pabiance, e em julho de 1940, em Varsóvia, onde ele iria ficar até o final da guerra. Hosenfeld passou a maior parte dos anos de guerra como um oficial de esporte e cultura, elevando-se a partir do posto de sargento a capitão. No verão de 1944, durante o levante polonês, quando todas as forças militares estavam envolvidos na supressão da revolta, ele estava envolvido no interrogatório de prisioneiros.
Apesar de se juntar ao partido nazista em 1935, Hosenfeld logo cresceu desiludido com o regime e revoltado com os crimes contra poloneses e judeus que ele se tornou testemunha. Tudo através de seu serviço militar, ele manteve um diário no qual ele expressou seus sentimentos. Os textos sobreviveu porque ele iria enviar regularmente os cadernos casa. Na sua escrita, Hosenfeld salientou seu desgosto crescente com a opressão dos regimes de poloneses, a perseguição ao clero polonês, o abuso de judeus, e, com o início da "Solução Final", o seu horror diante do extermínio do povo judeu. Em 1943, depois de testemunhar a supressão da revolta do gueto de Varsóvia, escreveu em seu diário: "estes animais Com o assassinato em massa horrível dos judeus que perderam essa guerra Nós trouxemos uma maldição eterna sobre nós mesmos e será sempre coberto com.. . vergonha não temos o direito de compaixão ou misericórdia, todos nós temos uma parcela na culpa tenho vergonha de andar na cidade ... ".."
Duas páginas do diário de Hosenfeld do ano de 1942





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"Czesława Kwoka nasceu em Wólka Złojecka, uma pequena aldeia na Polônia, para uma mãe católica, Katarzyna Kwoka. Junto com sua mãe (prisioneiro número 26946), Czesława Kwoka (prisioneiro número 26947) foi deportado e transportado de Zamosc, Polónia, para Auschwitz, em 13 de dezembro de 1942. Em 12 de março de 1943, menos de um mês depois que sua mãe morreu de Fevereiro (18 1943), Czesława Kwoka morreu com a idade de 14 anos; as circunstâncias de sua morte não foram registrados.
Ela era uma das "aproximadamente 230.000 crianças e jovens com idade inferior a dezoito anos" entre as 1.300.000 pessoas que foram deportados para Auschwitz-Birkenau de 1940 a 1945. Centro do Museu Estadual de Auschwitz-Birkenau para a educação sobre o Holocausto e Auschwitz documenta o tempo de guerra circunstâncias que trouxeram as crianças como Kwoka e adultos jovens para os campos de concentração na sua liberação 2004 de imprensa que anuncia a publicação de um álbum de fotografias de alguns deles, muitos anos em desenvolvimento, compilado por sua historiadora Helena Kubica; estas fotografias foram publicadas pela primeira vez na versão polaca / alemão do livro de Kubica em 2002. De acordo com o comunicado de imprensa do Museu, das aproximadamente 230.000 crianças e jovens deportados para Auschwitz, mais de 216.000 crianças, a maioria, eram de ascendência judaica; mais de 11.000 crianças vieram de Romani famílias (Roma); as outras crianças tinham polaco, bielorrusso, ucraniano, russo ou outras origens étnicas.
A maioria destas crianças "chegou ao campo junto com suas famílias como parte das diversas operações que os nazistas realizadas contra grupos étnicos ou sociais inteiros"; estas operações alvo "os judeus como parte do esforço para o extermínio total dos judeus, os ciganos como parte do esforço para isolar e destruir a população cigana, os poloneses em conexão com a expulsão e deportação para o campo de famílias inteiras da região de Zamość e de Varsóvia durante a Revolta lá em agosto de 1944 ", bem como bielorrussos e de outros cidadãos da União Soviética" em represália a resistência partidária "nos locais ocupados pela Alemanha. De todas estas crianças e jovens ", apenas pouco mais de 20.000 ... incluindo 11.000 ciganos, foram registadas na contabilidade de acampamento. Não mais do que 650 deles sobreviveram até a libertação [em 1945].
Após a sua chegada em Auschwitz, Czesława Kwoka foi fotografada para registros de campos de concentração do Reich, e ela tem sido identificada como uma das cerca de 40.000 a 50.000 sujeitos de tais "identidade imagens" tomadas sob coação em Auschwitz-Birkenau por Wilhelm Brasse, um jovem prisioneiro polonês em seus vinte anos (conhecido como número de Auschwitz prisioneiro 3444). Treinado como um fotógrafo de retratos no estúdio de sua tia antes da invasão alemã 1939 da Polónia começando a Segunda Guerra Mundial, Brasse e outros haviam recebido ordens para fotografar presos por seus captores nazistas, em condições acampamento terríveis e provável morte iminente se os fotógrafos se recusaram a cumprir."

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Deus ... Deus Grito Interior Deus Grito Interior Deus Grito Interior Deus Grito Interior Deus Grito Interior Deus Grito Interior Deus Grito Interior Deus Grito Interior Deus Grito Interior Deus Grito Interior ...


https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4a/Spas_vsederzhitel_sinay.jpg













Deus
D e u s
SENHOR
PAI CELESTIAL
CRIADOR
JUIZ JUSTO
ETERNO
ONIPOTENTE, ONIPRESENTE, ONISCIENTE...
Jesus Cristo
Espírito Santo
...
?


Uma pergunta que é ligada Á existência...
Uma pergunta?
Um questionar?
Uma necessidade?
Uma busca?
Um desespero?
Um sentir?
Um perquirir?
Um meditar?
Um sentido maior?
Deus: aonde?
Deus: como?
Deus: ali, aqui ou lá?
Deus: existe?
Deus: não existe?
Deus: qual grupo estará certo?
Deus, tantos discursos, tantos livros, tantos pregadores, uns de vestido outros de ternos, homens e mulheres, pregar e pregar...
Nascemos sem religião, sem fé, sem saber sobre o mundo e o cosmo, nascemos e o que temos? Instintos... 
Nascemos e crescemos em dois mundos? Um natural e um criado pelo homem... Nascemos, crescemos e morremos em um mundo misto de real e imaginário? Deus, Deus, Deus... Onde? Como é? Existe? Ama? Cuida? Em uma só questão várias questões... Mas, não depende só do saber depende de ter fé... 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar?Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar?Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar? Acreditar? Não Acreditar?



CRENDO NO NÃO CRER!



Difícil é englobar todos os seres humanos num conjunto de pensamentos e análises. Mas, tentarei: os primeiros grupos humanos nas regiões africanas até a atualidade com seus mais de sete bilhões e mais algumas centenas de milhões de seres humanos espalhados pelo planeta e alguns no espaço. Podemos afirmar que: a maior parte de todas as cabeças pensantes primatas humanas nasceram, cresceram e morreram acreditando, tendo fé, crenças das mais diferentes, mitos, superstições variadas... As crenças, religiões, superstições, mitos... Foram relevantes para a formação do Estado de servidão coletiva, Estado teológico, Estado ligado ao sagrado, santo, ao divino. Como a família vivia, o que comia, a própria formação familiar, a roupa, as explicações, os anseios e medos, um grande aspecto do universo psíquico humano é inter-relacionado com a crença. As crenças, a capacidade de acreditar no sobrenatural diferenciou (entre outras coisas) o ser humano no reino animal, a crença “retirou” o homem da selvageria. Agora, pensemos no outro grupo, pequeno, quieto, excluído grupo: o que duvida. Sim a dúvida! “Este rei mentiroso de merda foi Deus (ou os deuses) que escolheram para governar a mim, minha família, tantas tribos e o reino todo para sempre, ele, este parasita que vive sugando o que produz os que trabalham, que esta, mergulhado num harém com moças jovens escravizadas pelos seus desejos e caprichos?” Aí esta um exemplo de pensamento crítico, duvidoso, tanto sobre a autoridade do rei, as atitudes do mesmo, como a escolha da divindade ou divindades. Outro exemplo, a escravidão. Acreditar que todos os escravizados e escravizadas aceitaram passivamente o abuso criminoso e viveram suas vidas sem em nenhum momento duvidar que a divindade de seus escravocratas era tão maligna quanto eles, isto é, suas ações dentro de um sistema de máxima exploração, é uma idiotice! Imagine um jovem um menino até, separado de sua família e tribo, abusado sexualmente ou castrado sendo obrigado a servir seus algozes durante toda sua vida sem reclamar? Converteria-se assim facilmente para a religião da besta que escravizará a todos quantos pudesse de sua etnia? Aceitaria as explicações, os textos sagrados, as divindades, santos, práticas, templos assim facilmente, facilmente digo no sentido de lhes ser apresentada à nova fé junto com o sofrimento infligido pela escravidão? O pensamento e o sentimento até podem ser enganados, mas escravizados jamais!
Agora nos direcionaremos para outro grupo, um grupo menor, bem menor, que não aparece, ou, aparece raramente: o que não acredita mais. Estas mentes, estas pessoas, são diferentes das citadas anteriormente. Pois, o grupo anterior ainda poderia, e em muitos casos conseguia, manter sua fé antiga, suas crenças, sua religião, sua religiosidade, mesmo estando na situação de absoluta exploração e prisão. Até ocorrer, como ocorreu no Brasil, um grande sincretismo religioso devido aos “encontros” de tantas etnias (européias, africanas, ameríndias) e ao processo desumano da escravidão. Este último grupo, me parece estar dentro de contextos onde o sujeito teve acesso a um sistema de pensamentos, obras literárias, encontros de análises, pensares, explicações diferenciadas, isto num ambiente de certa liberdade de pensar. Voltando no tempo só consigo chegar na Grécia nos séculos antes de Sócrates e Platão, sim os pré-socráticos. Ali ocorreu um rompimento do mito, aos poucos, gradual, revolucionário, porém com acesso de poucos. O Mito já não era mais a única explicação! A observação, a busca de um entendimento lógico da natureza, a formação de uma atitude crítica contínua de análise da realidade: a Filosofia (o amar a sabedoria). Conclusão (se é que esta é a palavra certa para utilizar): a realidade esta em constante mudança, tudo muda, um devir contínuo... Conclusão: átomos! Conclusão: medicina! Conclusão: matemática! História! Não mais uma história mitológica e religiosa, mas descritiva, analisada, estudada... Estas mentes estudaram (refletiram, interagiram com pensamentos contrários, analisaram) a felicidade, os elementos, os sentimentos, os números, a saúde humana, o tempo, a própria razão, o próprio homem... Neste tempo uma religião mundial nasceu lá no oriente, o Budismo, alguns séculos depois o Cristianismo, este, tornou-se a religião mundial predominante e relevante em contextos políticos e sociais. Depois, após a queda do império romano, após a solidificação da religião dos apóstolos, pouco tempo depois do início da chamada Idade Média (este conceito é só uma convenção, não era nada de média, ou de trevas, nem um tempo estático, e a religião cristã não existia em todas as sociedades), Maomé funda o Islã, a última religião mundial.

Bem, os princípios deste “pensar livre”, lançados lá na Grécia antiga, não morreram. Muitas obras são preservadas. O conhecimento do não crer, da crítica, do estudar, do verificar, lentamente, continua, espalhando-se em porções diferentes, sempre enclausurado, nunca difundido abertamente para as sociedades. A maioria do povo, analfabeto, trabalhava e continuava acreditando. A religião dominava absoluta. Mas, eis movimentos que minaram novamente as crenças: a renascença e o iluminismo! Agora, mais e mais mentes mergulham no estudar, no analisar, no duvidar... Nos últimos duzentos anos ocorreram acontecimentos, formulações de teorias, guerras, fragmentações e mais fragmentações das grandes religiões mundiais, principalmente do Cristianismo... Neste tempo, há muito mais pessoas que acreditam no NÃO acreditar. A TEORIA DA EVOLUÇÃO de Darwin, os estudos astronômicos que colocam a Terra como um pequeníssimo ponto “flutuando” num espaço, cosmo, indefinido e tão vasto. Números deslumbrantes: bilhões de sóis, bilhões (ou trilhões?) de planetas, bilhões de anos, bilhões e mais bilhões... Partículas sub atômicas tão ínfimas com comportamentos que nos parecem não existir em “nossa realidade”... O conhecimento humano, o estudo, a educação ao acesso de um número nunca antes alcançado de pessoas fez multiplicar as mentes que não vivem mais amarradas ao acreditar. Eu já acreditei muito! Muito! Minha bússola moral, e real, já foi o livro sagrado, a Bíblia, a religião era meu porto seguro, Deus era meu amor supremo. Deus era incriticável, a Bíblia era incriticável, as lideranças religiosas, os dogmas, as denominações que partilhavam de minha corrente religiosa... Absolutamente incriticáveis. No máximo dirigir os erros, dúvidas, pecados, ao homem ou humanidade. Vivi com meu pai até a sua morte, após dois anos de sofrimento devido a ocorrência de AVCs e pneumonia. Ele, um homem que vivia na fé! Ele, um homem com décadas de pregações exaustivas pelo interior do sul do Brasil principalmente. Orações fervorosas. Uma preocupação profunda quanto ao pecado, igreja, Deus... Depois de ser católico romano desde a infância (juventude, pois a religião até faz a criança realizar procedimentos e rituais, mas o para entendimento religioso ocorrer é necessário certo poder de raciocínio contemplativo, figurativo). Ele mudou para a religião cristã evangélica pentecostal. Sofreu e morreu com metade de seu peso. Sem mais falar, sem cor, sem respirar direito, sem poder se alimentar...  Assado devido ao uso de fraldas. Uma rotina de internações hospitalares, agulhas, demência, desespero, angústia, dor... Antes, anos antes de meu pai adoecer, falecer, eu tive algumas ideias diferentes e pensamentos que me levaram para a não crença. Hoje, vivo a não crença. Não vou, não frequento igreja ou religião... Busco constantemente o livre pensar, o estudar, sempre procuro me inteirar de escritores, filósofos que ainda não estudei. Atualmente não me preocupo mais diante de um texto bíblico como no Velho Testamento, livro de Números, capítulo 31, versículos 17 e 18 onde o SENHOR manda matar crianças do sexo masculino, e, as meninas (virgens), ordena que as preservem e fiquem com elas... Uma pessoa com fé que acredita vai buscar ou formular explicações para, no mínimo minimizar tão ordem absurda... Mas, quando o edifício da religião já está em ruínas não. Simplesmente é um texto antigo de inspiração religiosa: não há preocupações humanas, éticas, no sentido filosófico, não. Há o dogma! A obediência sem criticar, a escravidão mental de agir não interessando quais ações violentas e sanguinárias forem ordenadas divinamente... É a morte da consciência, da racionalidade, da crítica! É a vivência e a exaltação da barbárie! Porém digo, para quem não consegue mais dizer amém para tudo, para os que conseguem dar um passo a mais e criticarem suas próprias crenças: a NÃO CRENÇA é trabalhosa! Não acreditar é muitíssimo difícil! Fácil é pertencer ou concordar com um determinado grupo religioso... Não acreditar é algo sem respostas absolutas e certeiras eternas, é um constante estudar e pesquisar, refletir, perquirir... Uma jornada do intelecto humano sem fronteiras, sem barreiras, onde os dogmas foram destronados e a observação, a sincera crítica, a experiência, o relativismo, o dado positivo ou real, a troca de saberes interconectados tendem a prosperar sob o olhar fixo da ética!  Não estou pregando para seguirem este caminho, mas, refletir sobre o que pregam os pregadores já é um bom começo. Lembro-me muito bem das noticias e do grande espanto mundial que foi o Tsunami na Indonésia em 2004 com mais de 230 mil pessoas mortas. Lembro também, de um pregador alegre, muitíssimo alegre com este desastre natural. Mas, por quê alegre? Leitor, leitora, muitas correntes religiosas e seus líderes pregadores quase têm orgasmos quando fornecem uma informação como um terremoto, erupção, maremoto, epidemia... Ainda mais se o lugar onde ocorreu a tragédia era de uma religião que não é a dele ou deles, ou ainda da nação que ele mora. Quanto mais doenças, quando mais guerras, mais ignorância, mais acreditar... Quanto mais pesquisas, mais estudos que buscam compreender a realidade, mais investimentos em saúde e educação, qualidade de vida, menos acreditar... Em outro momento escrevo mais sobre coisas parecidas... Afinal ou a crença ou a NÃO crença, ou as duas “lentes” juntas sempre nos influenciam...